Minha colega que fez a parte oral comigo e eu tiramos nota 1!
Há uns dias atrás recebi uma carta da VHS me parabenizando por ter sido aprovada no exame e convidando pra a entrega do certificado hoje, mas na carta nao havia nenhuma informacao sobre a nota...
Foi uma surpresa agradabilíssima!
"Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." (Antoine de Saint-Exupéry)
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
Zertifikat Deutsch B2: Prüfung
O que: Exame para obter o certificado de alemao nível B2 do Goethe Institut.
Onde: VHS em Hanau.
Quando: a partir das 8:30hs
Onde: VHS em Hanau.
Quando: a partir das 8:30hs
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Zertifikat Deutsch B1: Passei!
Recebi hoje à tarde o resultado do Exame de alemão (Zertifikat Deutsch B1) que fiz em dezembro passado:
passei e com nota 1: Sehr Gut!!!
Unglaublich aber wahr!!!!
Nicht schlecht pra quem chegou outro dia e morre de preguiça de estudar! ;-)
A festa para a entrega do Certificado é na próxima 5a e é claro que eu vou!!!
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Uma conversa sobre perseveranca...
-"Que todos tenham vida e vida com abundancia" sagt:
mais olha as vezes eu penso que e impossivel
-Elis sagt:
o que?
-"Que todos tenham vida e vida com abundancia" sagt:
mais tanta gente aprende essa lingua medonha e japones
-Elis sagt:
ah, nao pensa assim, nao
-"Que todos tenham vida e vida com abundancia" sagt:
acho que e que nem subir montanha...nao olha para cima nem para baixo... so anda; um dia vc ta la em cima
-Elis sagt:
eu tb pensei isso no comeco, principalmente por ter frequentado durante quase 10 meses um curso ruim, para gente que tá aqui ha seculos e ainda fala errado; eu pensava: se eles que estao aqui, há 10, 20 anos, ainda nao aprenderam, pq eu vou aprender? fiquei arrasada no comeco, a profa, a turma, o curso... tudo me desestimulava...
-Elis sagt:
tava ate conversando ontem com uma amiga sobre isso
-Elis sagt:
no comeco, eu estudava 2 horas, todos os dias, em casa, mas depois parei, pq eu fazia minha Hausaufgabe e chegava na escola, ficava lá meia hora sem nada pra fazer esperando minha profa ver a Hausaufgabe de um por um que nao tinha feito e ajudar a fazer
-Elis sagt:
entao, parei de estudar em casa, nem a H. eu fazia mais
-Elis sagt:
quando eu perguntava alguma coisa, ela dizia: calma, vc esta muito adiantada, nos ainda vamos chegar ai...
-Elis sagt:
e repetia e repetia o mesmo assunto dez milhoes de vezes
-Elis sagt:
tinha dias que eu nao vinha embora no meio da aula pq eu ficava com vergonha de sair e ela perceber que eu estava indo embora pq estava entediada;
-Elis sagt:
aí, pra completar, chega alguem pra mim e diz que nunca tinha estudado alemao no Brasil, mas chegando aqui, aprendeu em alguns meses! foi a gota! eu pensei: eu sou burra mesmo! ao contrário do que eu pensava, eu sou uma tapada; nao nasci pra aprender línguas!
-Elis sagt:
fiquei muito mau mesmo, acho que foi nessa epoca que desenvolvi um início de depressao; eu tinha panico de abrir minha boca perto de alguém que falava português e alemao; eu so pensava: ele/ela vai perceber todos os meus erros! eu nao pensava: ele/ela vai perceber o quanto eu ja aprendi em tao pouco tempo, de jeito nenhum!e fui me fechando em mim mesma cada vez mais e perdi muito tempo com isso; se eu nao tivesse mudado de escola e encontrado 2 profas espetaculares como a Erika e a Anja, nao sei o que teria sido de mim; com o curso intensivo, passei a ter menos tempo para encontrar os "críticos de plantao", e em compensacao, passei a ter mais contato com pessoas que estavam aprendendo, que queriam aprender (ao contrário dos meus ex-colegas), que estavam no mesmo nível que eu e praticamos muito juntos; isso me ajudou bastante, ampliei consideravelmente meu vocabulário com minhas colegas e tb as ajudei. Uma brasileira que mora aqui já há + de 2 anos e frequentou o mesmo curso que eu, me perguntou, certa vez: pq vc sabe um monte de palavras que eu nao sei, se eu moro aqui há mais tempo que vc? e eu fui vendo que eu nao sou tao tapada assim...
-Elis sagt:
te falei que comprei 2 novas orquídeas? no vaso veio uma etiqueta com o nome da empresa que fornece, uma holandesa, pra variar, algumas dicas de como cuidar e o endereco do site, pra obter mais informacoes sobre Orquídeas.
-"Que todos tenham vida e vida com abundancia" sagt:
sim
-Elis sagt:
resolvi dar uma olhada, vi que o site tem uma versao em alemao e me arrisquei a dar uma lida, mesmo achando que nao entenderia nada mas para minha surpresa, entendi praticamente tudo, exceto umas 2 ou 3 palavras especificas.
-"Que todos tenham vida e vida com abundancia" sagt:
rsrsrs um dia chego la
-Elis sagt:
ontem, uma ex-colega da escola, me ligou dizendo que tb tá querendo fazer o certificado e perguntando se eu poderia dar algumas dicas a ela.
-"Que todos tenham vida e vida com abundancia" sagt:
por enquanto entendo 2 palavras epecificas
-"Que todos tenham vida e vida com abundancia" sagt:
caramba
-"Que todos tenham vida e vida com abundancia" sagt:
moral ne
-Elis sagt:
ela vem da Polonia, onde se tem alemao na escola, como língua estrangeira, e ja tá aqui ha uns 3 anos...
-"Que todos tenham vida e vida com abundancia" sagt:
poxa vida
-Elis sagt:
eu fiquei de encontrá-la na 6a, em frente a escola; vou traze-la aqui em casa e mostrar o material que tenho, indicar alguns livros pra comprar e sugerir principalmente, que ela mude de escola e faca um preparatório em Hanau.
-"Que todos tenham vida e vida com abundancia" sagt:
eu nao conheço ninguem buaaaaa nem plonesa nem japonesa.
-Elis sagt:
fiquei feliz nao só por ela estar aqui há mais tempo que eu e me ligar pedindo ajuda, mas por eu já conseguir falar com ela numa boa, entender o que ela diz, me fazer entender... sem entrar em pânico
-Elis sagt:
no comeco, quando o telefone tocava, eu entrava em pânico, se o Frank estava em casa, eu deixava sempre ele atender...
-"Que todos tenham vida e vida com abundancia" sagt:
quando eu tenho que falar alguma coisa... quando termina, parece que tive um filho... de tao cansada que fico
-Elis sagt:
às vezes, era pra mim, uma colega da escola ou a profa avisando que dia tal nao teria aula, e eu passava o telefone pra ele atender e depois traduzir pra mim
-"Que todos tenham vida e vida com abundancia" sagt:
isso faco
-Elis sagt:
hj, se o telefone toca, eu atendo, empino meu nariz de batatinha, e digo: Lutz, Hallo!
-"Que todos tenham vida e vida com abundancia" sagt:
kkkkkkkkkkkkkkkkkk
-Elis sagt:
entao, querida, toda essa odisseia foi pra te dizer que se eu consegui, vc tb consegue!
-Elis sagt:
ainda nao cheguei onde eu quero, mas já saí de onde eu estava! Lembra??? ;-)
PERSEVERANCA é a palavra de ordem!!!
PERSEVERANCA é a palavra de ordem!!!
terça-feira, 6 de março de 2007
Não tropece na língua
Às vezes saber um pouco é mais perigoso do que não saber nada. O que é um "Halver Hahn"? "Eine Billion" não é um bilhão? Como se diz "celular" em alemão? E onde está rolando essa "wasserfest"?
Uma palavra é uma palavra. Mas um termo mal interpretado também pode redundar em espírito festeiro frustrado, erros contábeis astronômicos, saladas e pudins de leite gorados, comer porco por vaca e constrangimentos de toda ordem. E aqui, o complexo idioma germânico não é exceção.
O risco é tanto maior quanto mais você confia em seu poder de dedução e no "pouquinho" do vocabulário que conhece. Sobretudo no alemão, que permite criar novos conceitos por mera justaposição de termos, a simples dedução é uma faca de dois gumes. Não só ocorrem, no dia-a-dia, variações a partir do significado original, como há empregos figurados, falsos cognatos, desvios semânticos e adaptações arbitrárias à realidade local.
A seguir, um rápido guia para se livrar de algumas das armadilhas mais comuns para turistas e recém-chegados:
A seguir, um rápido guia para se livrar de algumas das armadilhas mais comuns para turistas e recém-chegados:
Billion – Alguém lhe prometeu "eine Billion Euro". Alegre-se mesmo: você será trilionário! Não é um erro de digitação: entre a ordem de grandeza Million (10^6) e Billion (10^12), o idioma alemão tem Milliarde, o equivalente ao nosso bilhão.
Wasserfest – Wasser é água. Bem, já que Oktoberfest é "festa de outubro" (comemorada em Munique, diga-se de passagem, no final de setembro), wasserfest só pode ser alguma festa aquática, certo? Errado: o "fest" neste caso nada tem a ver com festividade, é um adjetivo significando "firme", "resistente", portanto "à prova de". Da mesma forma, feuerfest é "à prova de fogo".
Não há como negar: além de ser, sabidamente, o lugar mais perigoso da casa, a cozinha também é o mais propício a equívocos lingüísticos:
Chicoree x Endivien – Ambas são verduras, ambas meio amargas e podem ser comidas cruas ou cozidas, mas têm aparências completamente diferentes. E nomes tão... lógicos. Só que, acredite se quiser, a lógica funciona exatamente ao contrário em alemão: endiva (também conhecida como endívia belga ou endives: folhas pontudas e lisas, verde esbranquiçado) é Chicoree; enquanto a chicória (chicarola ou escarola: folhas largas e crespas, verde-escuro) é Endivien. Durma-se com um barulho desses! A chave do mistério é que ambas pertencem ao gênero botânico Cichorium.
Porco ou vaca? – No restaurante você pediu Fleisch, que quer dizer carne, claro. Portanto, salvo indicação em contrário, bovina, como no Brasil. Será? Então, o que é que este pedaço de porco (Schwein) está fazendo no seu prato? Um tipo de situação que demonstra o quanto de história, economia, sociologia, hábito, gosto, etc., se esconde por trás de um conceito banal. O default – valor padrão – para "carne" na Alemanha é porco, o principal animal de corte na pecuária e na gastronomia nacionais. O termo específico Schweinefleisch costuma ser reservado para contextos ambíguos. Contudo vem-se tornando mais freqüente, devido a uma maior sensibilização para os tabus alimentares islâmicos e judaicos. A carne bovina é normalmente especificada como Rindfleisch.
Nuss – Um caso semelhante: embora seja um termo genérico e conste do dicionário como "noz", o default para frutos secos na língua alemã é avelã (Haselnuss). Noz é Walnuss.
Kondensmilch – Você está morrendo de saudades do Brasil. Nenhuma jabuticaba à vista, a única cura seria um belo pudim de leite condensado. No supermercado, que surpresa, o Kondensmilch é vendido em caixinhas de papelão. Você segue a receita à risca e o pudim sai um horror. O que aconteceu? O Kondensmilch da Alemanha não tem açúcar, é um leite mais espesso, para temperar o café sem esfriá-lo muito. Mas seu sonho de um pudim ainda não está perdido: ou pergunte por Milchmädchen, da marca também popular no Brasil, ou – em geral, mais fácil de achar e mais barato – recorra ao "gezuckerte Kondensmilch" das lojas de produtos asiáticos.
Halver Hahn – Se você pedir um "meio galo" num bar ou restaurante de Colônia, receberá apenas um pãozinho de centeio com (muita) manteiga, duas fatias grossas de queijo gouda e um montinho de mostarda. Um equívoco intencional, nascido do safado humor renano.
"Das ist mir zu viel!" – Você fez uma proposta a alguém, a pessoa respondeu assim, e você pensa que está abafando. Afinal, a tradução literal é: "É demais para mim!". Condolências: você acabou de levar um fora e nem sabe. Enquanto para um brasileiro o excesso é positivo, "ser demais" é percebido pelos alemães como negativo. Interessante objeto de estudo para filólogos, psicólogos e sociólogos.
Como se diz "telefone celular" em alemão? – Esta é para adiantados. Os alemães não falam ao "Zelltelefon" (como brasileiros e norte-americanos), nem por "Mobilfon" (mobile para os ingleses, telemóvel em Portugal), ou "tragbares Telefon" (portable na França), e muito menos "Telefönchen" (telefonino na Itália). Aliás, cada país parece querer ser mais original do que o outro ao dar nome a esse melhor amigo do ser humano moderno. A denominação do celular na Alemanha (e Áustria) é um pseudo-anglicismo: Handy ou (horror supremo!) Händi. Também adotado em vários países asiáticos, o vocábulo vem do inglês, não está bem claro se a partir de handphone (telefone de mão) ou handy phone (telefone prático).
É, às vezes o alemão não é tão fácil quanto parece. Mas não perca a coragem!
Fonte: DW-World
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
A medonha língua alemã
Gente,
esse texto é ótimo; nele, o Twain diz exatamente o que eu penso sobre a língua de Goethe (pena que eu não tenho o talento dele para escrever).
Quando eu o li pela 1a vez, ainda não estudava alemão; então, não podia avaliar se o autor tinha razão ou não; mas agora, que já tive as minhas primeiras "quedas de braço" com os pronomes, as declinações, os verbos separáveis, etc, etc... me senti de alma lavada ao relê-lo! rsrsrs
É um pouco longo, mas vale a pena!
"(...) Os alemães usam um outro tipo de intercalação que consiste em dividir um verbo em duas partes e colocar metade dele no começo de um excitante capítulo e a outra metade no seu final. Pode alguém conceber algo mais confuso que isso? Essas coisas são chamadas verbos separáveis. A gramática alemã está infestada com esses verbos separáveis, e quanto mais longe conseguir deixar uma parte da outra, mais feliz vai ficar o autor desse crime. Um dos favoritos é reiste ab - que significa partiu. Aqui vai um exemplo que eu catei de um romance e transpus para nossa língua: "Estando agora as malas prontas, ele PAR - depois de beijar sua mãe e suas irmãs, e mais uma vez apertar ao peito sua Gretchen adorada, que, vestida de singela musselina branca, com uma única glicínia entrelaçada nas generosas tranças de seu rico cabelo castanho, tinha cambaleado escada abaixo, ainda pálida com o terror e a excitação da noite passada, mas ansiosa por apoiar sua pobre cabeça dolorida ainda uma última vez no peito daquele a quem ela amava mais ainda do que a própria vida - TIU" .
"Não devemos, contudo, perder muito tempo com esses verbos, porque isso pode nos levar a perder a cabeça; se alguém se fixa nisso e não é avisado das conseqüências, vai terminando amolecendo o miolo - ou petrificando-o. Os pronomes pessoais são outro fértil aborrecimento na língua alemã, e deveriam ser excluídos. Por exemplo, o mesmo som, sie, significa você, e significa ela, e significa a ela, e significa ele (neutro), e significa eles, e significa a eles. Pensem na pobreza esfarrapada de uma língua que obriga uma palavra a fazer o trabalho de seis - e estou falando de uma porcariazinha dessas com apenas três letras! Mas, acima de tudo, pensem na irritação de nunca saber qual desses significados o falante está tentando me transmitir! Isso explica por que, sempre que uma pessoa me diz sie, eu tento matá-la - se não for um amigo meu, é claro.
"Agora, observem os adjetivos: aqui está um caso em que a simplicidade do Inglês teria sido de grande vantagem; por isso mesmo - não podia haver outra razão! - o inventor dessa língua complicou tudo o que podia. Quando queremos falar de nosso "bom amigo" ou "bons amigos", em nossa abençoada língua, usamos uma só forma e não sentimos remorso com isso [em Inglês: "our good friend or friends"], mas na língua alemã é diferente. Quando um alemão deita as garras num adjetivo, ele vai decliná-lo até que seu próprio juízo entre em declínio. É tão ruim quanto Latim. Ele dirá, por exemplo, no singular - Nominativo: Mein gutER Freund, meu bom amigo. Genitivo: MeinES gutEN FreunDES, do meu bom amigo. Dativo: MeinEM gutEN Freund, ao meu bom amigo. Acusativo: MeinEN gutEN Freund, meus bons amigos. No plural, muda tudo: Nominativo: MeinE gutEN FreundE, meus bons amigos. Genitivo: MeinER gutEN FreundE, dos meus bons amigos. Dativo: MeinEM gutEN FreundEN, aos meus bons amigos. E por aí vai - e vá o candidato ao hospício tentar memorizar essas variações, e vocês vão ver como ele se elege rápido! A única coisa que pode evitar essa encrenca toda é andar mesmo pela Alemanha sem ter amigo nenhum. Claro que eu só mostrei o estorvo que é declinar um bom amigo no masculino; isso é apenas a terça parte da façanha, pois temos de aprender toda uma outra variedade de distorções do adjetivo quando se tratar do feminino ou do neutro. O pior é que existem mais adjetivos nesta língua do que gatos pretos na Suíça, e todos devem ser caprichosamente declinados do modo como vimos no exemplo acima. Ouvi um estudante americano em Heildelberg afirmar, num tom resignado, que preferia declinar dois convites para beber do que um único adjetivo alemão.
"O inventor dessa língua parece ter se esforçado ao máximo para complicá-la. Por exemplo, quando referimos despreocupadamente uma casa, Haus, ou um cavalo, Pferd, ou um cachorro, Hund, escrevemos assim estas palavras. Contudo, se nos referimos a elas no caso Dativo, temos de grudar-lhes um tolo "E" desnecessário: Hause, Pferde, Hunde. Ora, como esse "E" muitas vezes indica o plural, como entre nós fazemos com o "S", o pobre aprendiz de alemão vai levar no mínimo um mês pensando que são gêmeos um único cachorro Dativo; por outro lado, muito estudante novato, sempre com pouco dinheiro, comprou e pagou por dois cachorros mas acabou só levando um, porque ele, pensando burramente estar usando o plural, comprou o cachorro no Dativo singular - o que deixa a lei do lado do vendedor, é claro, pelas estritas regras da Gramática, não cabendo nenhuma ação legal para recuperar o dinheiro."
E por aí a fora.
E por aí a fora.
(Mark Twain)
sexta-feira, 5 de janeiro de 2007
Quando as palavras viajam
O alemão está mais presente no nosso cotidiano do que se imagina. Além de palavras reconhecidamente alemãs como blitz, kitsch ou diesel, outras como encrenca, chique, chope e bulevar também têm origem germânica.
Boa parte das palavras alemãs no nosso cotidiano está ligada à vida militar ou aos elementos químicos, fato explicado pela autoridade que a Alemanha, durante muito tempo, exerceu nestas áreas. Assim surgiram termos como bulevar, níquel ou cobalto.
O que nem todos sabem é que na língua portuguesa, entretanto, palavras que nada têm a ver com química ou guerra e não soam como alemão, também têm origem germânica.
Pesquisando a etimologia de termos como encrenca, chique, chope, valsa ou do refrigerante Fanta, acompanharemos uma interessante viagem que tais palavras realizaram da Alemanha diretamente para o Brasil ou passando, às vezes, por Portugal.
Encrenca no mangue
Através da competição Migração de Palavras organizada, recentemente, pelo Conselho da Língua Alemã (Deutscher Sprachrat) pessoas de 70 países puderam sugerir as palavras alemãs que "viajaram" para outros idiomas.
Das seis mil palavras apresentadas, o termo mais sugerido foi a versão francesa para clarabóia vasistas, do alemão was ist das?, literalmente, "o que é isto?".
Se todos soubessem, entretanto, que "encrenca" tem origem alemã, a nossa versão de "problema" também teria sido um grande sucesso. Tudo começou com as prostitutas judias que vieram para o Brasil no final do século 19 e começo do século 20, explica a historiadora Beatriz Kushnir, igualmente de origem judaica, que escreveu o livro Baile de Máscaras: Mulheres Judias e Prostituição.
Elas falavam iídiche, a língua dos judeus da Europa Central. Quando achavam que um cliente tinha doença venérea, falavam ein krenke (krank significa "doente" em alemão). Nascia assim a palavra "encrenca", usada desde então no português do Brasil para designar uma situação difícil.
Encrenca no mangue
Através da competição Migração de Palavras organizada, recentemente, pelo Conselho da Língua Alemã (Deutscher Sprachrat) pessoas de 70 países puderam sugerir as palavras alemãs que "viajaram" para outros idiomas.
Das seis mil palavras apresentadas, o termo mais sugerido foi a versão francesa para clarabóia vasistas, do alemão was ist das?, literalmente, "o que é isto?".
Se todos soubessem, entretanto, que "encrenca" tem origem alemã, a nossa versão de "problema" também teria sido um grande sucesso. Tudo começou com as prostitutas judias que vieram para o Brasil no final do século 19 e começo do século 20, explica a historiadora Beatriz Kushnir, igualmente de origem judaica, que escreveu o livro Baile de Máscaras: Mulheres Judias e Prostituição.
Elas falavam iídiche, a língua dos judeus da Europa Central. Quando achavam que um cliente tinha doença venérea, falavam ein krenke (krank significa "doente" em alemão). Nascia assim a palavra "encrenca", usada desde então no português do Brasil para designar uma situação difícil.
quarta-feira, 1 de novembro de 2006
As aulas começaram!
Hoje foi meu 2° dia no curso de alemão e foi ótimo!
Dos 6 alunos da turma eu sou a que tem menos tempo de Alemanha: 1 mês; (tem uma italiana que vive aqui há 20 anos) mas estamos todos no mesmo nível, ou seja, temos um conhecimento mínimo da língua; apenas uma russa que vive aqui há 2 anos tem um conhecimento um pouquinho melhor.
Achava alemão uma língua quase impossivel de se aprender mas, para minha surpresa, estou "captando" tudo com uma facilidade incrível!
A professora só fala alemão e meus colegas são das mais variadas origens: italianos, russos, turcos, cazaques (brasileiro que é bom, só eu mesma), ou seja, não tenho com quem falar português então, só me restam duas opções: aprender alemão ou... aprender alemão!
Achei que seria chatíssimo, deprimente ter de passar 3 horas por dia numa sala onde ninguém fala o meu idioma, mas está sendo divertido, interessante. Não sei explicar como, mas mesmo com conhecimento mínimo da língua, conseguimos nos comunicar. rsrsrs
Está sendo muito bom mesmo! Chego a ficar ansiosa para ir pra escola, encontrar meus colegas, aprender um verbo novo...
Mas como nada é perfeito, o inverno está chegando, está cada dia mais frio e daqui a pouco vai ser dureza acordar cedo e andar 15 minutos, sentindo o vento gelado no rosto (a única parte do corpo que fica descoberta). :-(
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